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Estúdio Hybrido e Tagarellas Audiodescrição promovem oficina de xilogravura para pessoas com deficiência visual

O Estúdio Hybrido é um espaço de criação e arte que atua em projetos nas áreas das artes visuais, moda, dança, performance, vídeo e fotografia. Com a intenção de ampliar o acesso à produção artística, realizará no dia 27 de julho (sábado), das 14h às 18h, em Porto Alegre/RS, uma oficina de xilogravura destinada a pessoas com deficiência visual. A atividade, proposta pela intérprete de Libras Ana Cristina Meneghetti e promovida com apoio da Tagarellas Audiodescrição, é gratuita e tem número limitado de vagas mediante inscrição prévia. Para participar, não é necessária qualquer experiência anterior.

Interessados em tornar a produção da arte acessível a todos e estimular o protagonismo de diferentes públicos, os idealizadores do Hybrido, Marcelo Monteiro e Vanessa Berg, já realizaram, em 2012, uma oficina de xilogravura para estudantes surdos. Agora, chegou a hora de convidar as pessoas cegas e com baixa visão para essa experiência. A intenção é multiplicar iniciativas inclusivas em diferentes segmentos artísticos, trazendo oportunidades para pessoas com deficiência.

A xilogravura é uma das grandes paixões de Marcelo Monteiro. A técnica, na qual se utiliza a madeira como matriz, permite a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte. Simplificadamente, o processo funciona como o dos carimbos. Em Porto Alegre, nos anos 50, o Clube da Gravura, fundado por Vasco Prado e Carlos Scliar, notabilizou-se na produção dessa modalidade artística. No Nordeste do Brasil, a xilogravura é usada na impressão de cordéis, que promovem a poesia local.

Marcelo Monteiro é artista visual que trabalha com gravura, desenho, fotografia e vídeo desde o ano 2000. Vanessa Berg é designer de moda que pesquisa o uso de materiais alternativos desde 2005. Ambos, além de produzirem individualmente, convidam outros artistas para projetos híbridos, com a intenção de provocar o diálogo entre as diversas manifestações criativas.

As inscrições para a oficina de xilogravura já estão abertas. As vagas são limitadas e serão preenchidas por ordem de reserva (pelo tagarellasproducoes@gmail.com ou fones (51) 3384 1851 e (51) 8451 2115). Todo o material utilizado no curso será fornecido pelo Estúdio Hybrido, sem qualquer custo aos participantes. As peças produzidas na oficina serão posteriormente expostas na Capital, em mostra acessível com data e local a serem divulgados oportunamente.

SERVIÇO –

Oficina de xilogravura para pessoas com deficiência visual.

Data e horário: 27 de julho, sábado, das 14h às 18h.

Local: Estúdio Hybrido (R. Gen. Vasco Alves, 361 (esq. Duque de Caxias) – Porto Alegre).

Ministrante: Marcelo Monteiro.

Inscrições: Gratuitas, com vagas limitadas e por ordem de reserva. Confirme a sua hoje mesmo enviando mensagem com nome, telefone e e-mail para tagarellasproducoes@gmail.com ou ligando para (51) 3384 1851 ou (51) 8451 2115.

Transporte: Ônibus C1 e C3 (Carris): desça na primeira parada da Duque de Caxias, suba a rua e dobre na primeira à esquerda. Lotação Rio Branco: desça na esquina da Duque de Caxias com a Vasco Alves e atravesse a rua.

Mais informações: Tagarellas Audiodescrição: tagarellasproducoes@gmail.com | http://tagasblog.wordpress.com

Texto: Mariana Baierle

Conheça o blog de Bruna Silveira (“Esclerose múltipla e Eu”)

Gostaria de compartilhar com os leitores um pouco sobre a história de Bruna Rocha Silveira, autora do blog “Esclerose Múltipla e Eu”. Ela tem 27 anos, é publicitária e atualmente faz doutorado na área da Educação na UFRGS. Nasceu em Carazinho e já mora em Porto Alegre há três anos. A esclerose múltipla é uma doença que causa mobilidade reduzida, dificuldades de locomoção e perda de visão.

Em sua pesquisa de doutorado, Bruna busca alternativas através da Comunicação para aprimorar demandas de acessibilidade para pessoas com deficiências físicas. dDrante o mestrado ela estudou as representações de pessoas com deficiência na telenovela brasileira.

Descobriu que tinha esclerose múltipla aos 14 anos. Desde então contou com algumas adaptações para contornar as dificuldades. Por algum tempo período precisou de bengala para caminhar e de lupas de aumento para leitura. A esclerose múltipla, segundo ela, é imprevisível. A pessoa pode não estar passando por grandes dificuldades para caminhar ou se locomover e, em pouco tempo, precisar de muleta ou cadeira de rodas.

A principal dificuldade é a mobilidade reduzida. Por isso, rampas de acesso com corrimão adequado são fundamentais. Ela reclama do estado de conservação das calçadas e do transporte público não adaptado. A publicitária acabou desenvolvendo algumas estratégias para circular nas ruas como, por exemplo, sempre escolher o caminho mais livre, com menos buracos, menos escadas e menor tumulto de pessoas.

Por essa deficiência não ser aparente, sempre tem muita dificuldade em ser identificada como uma pessoa com deficiência. De certa forma é o que ocorre com muitas pessoas com baixa visão, que às vezes também não são identificadas. No caso do ônibus, ela sobe e desce com dificuldades e as pessoas não cedem lugar para ela sentar porque não a dientificam como alguém com deficiência.

Bruna escreve o blog “Esclerose Múltipla e Eu” desde 2009. Atualmente ela tem mais de 700 seguidosres. São pessoas de todo Brasil que já acessam seu blog, compartilham histórias e depoimentos de vida. Trata-se de uma forma de ampliar a informação acerca da doença e das necessidades de adaptações. Bruna salienta que é muito importante que a sociedade em geral conheça o tema e esteja esclarecida a respeito, pois isso facilitará muito a convivência.

Conforme a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), são 18 a cada cem mil pessoas com a doença no país. Se você está interessado em conhecer mais sobre a história da Bruna e sobre a esclerose múltipla acesse o blog dela:

http://www.esclerosemultiplaeeu.blogspot.com./

Documentário Olhares está online

O documentário “Olhares” (2012) agora está disponível online para acesso em qualquer parte do mundo. No filme, pessoas cegas e com baixa visão contam suas experiências no acesso ao teatro, exposições, cinema, literatura, música e entretenimento.

A obra conta com audiodescrição – recurso de acessibilidade que permite acesso a pessoas com deficiência visual – e legendas – que se destinam ao público com deficiência auditiva. Trata-se de uma produção independente, produzida em caráter acadêmico e sem qualquer tipo de patrocínio. A direção, roteiro e produção são de Felipe Mianes (historiador e doutorando em Educação pela UFRGS) e Mariana Baierle (jornalista e mestre em Letras pela UFRGS) – ambos com deficiência visual.

Estima-se que “Olhares” já tenha sido assistido por mais de mil pessoas em eventos diversos, tais como: II Seminário Nacional de Acessibilidade em Ambientes Culturais na UFRGS, 6ª Primavera dos Museus (Salvador/BA), Mostra de Curtas-Metragem sobre a Temática de Deficiência da Fundação Liberato Salzano (Novo Hamburgo/RS), Feira do Livro de Novo Hamburgo/RS, Secretaria de Educação do Estado do RS, Santander Cultural (Porto Alegre/RS), Sala Redenção de Cinema Universitário da UFRGS, disciplinas da Faculdade de Educação da UFRGS, cursos de formação de professores e palestras na área da acessibilidade. Foi veiculado ainda na TVE-RS, canal de televisão aberta para todo o Rio Grande do Sul.

Segundo Mianes, o objetivo do trabalho é dar voz às pessoas com deficiência visual, destacando suas potencialidades na relação com o universo artístico e cultural. “Queremos mostrá-las como protagonistas de suas trajetórias de vida, para além dos estereótipos e das restrições”, afirma ele.

Desde os entrevistados até os diretores de Olhares tem diferentes graus de deficiência. Mariana Baierle comenta que ainda existe a ideia de que a pessoa com deficiência visual é apenas o cego. “No documentário buscamos dar espaço também aos indivíduos com baixa visão (aqueles com acuidade visual inferior a 30%), que possuem peculiaridades e representam a maioria entre o público com deficiência visual”, afirma ela.

É apenas de inclusão que precisamos? O que seria realmente a inclusão? O documentário convida à reflexão e ao debate sobre essas e outras questões trazidas no filme.

Para palestras, cursos, exibições públicas do filme ou consultoria em acessibilidade, entre em contato com os diretores através dos blogs: www.arteficienciavisual.blogspot.com ou www.tresgotinhas.com.br.

Para assistir “Olhares” acesse:

I Encontro Nacional de Acessibilidade Cultural e III Seminário Nacional de Acessibilidade em Ambientes Culturais

Data: 16, 17 e 18 de abril de 2013

Local: Fundação Biblioteca Nacional – RJ

Temáticas:
Políticas Púbicas para Acessibilidade Cultural
Linguagens de Produtos Culturais Acessíveis
A Universidade na formação e produção de Cultura Acessível
Planejamento e Projeto de Produtos Culturais Acessíveis
Programas Educativos e Acessibilidade Cultural

Em breve a programação completa em:
acessibilidadecultural.wordpress.com
www.medicina.ufrj.br/acessibilidadecultural

Mais informações:
acessibilidadecultural.ufrgs@gmail.com

Apoio:
EBC – Empresa Brasil de Comunicação
Fundação Biblioteca Nacional
Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Governo Federal do Brasil – País rico é País sem pobreza

Realização:
UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Mais Diferenças – Educação e Cultura Inclusivas
Fórum de Ciência e Cultura – UFRJ
Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural
Terapia Ocupacional – UFRJ
Núcleo Interdisciplinar Pró-Cultura Acessível
Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural
Ministério da Cultura
Governo Federal do Brasil – País rico é País sem pobreza