A flor no caminho

Altere o tamanho da fonte:

Uma flor no asfalto

Uma flor na brita

Uma flor desfacelada no fogo

E transformada em cinza

(…)

No caminho não há apenas

pedras e flores mortas

Há uma flor que persiste,

que sobrevive no concreto

e em meio à brutalidade

(…)

Há uma flor que resiste, espalhando

beleza e perfume no cenário cinza

Fagulhas de esperança

Labaredas de amor

No corpo, na mente, n’alma

(…)

Água que alimenta a flor

Água que apaga o fogo

O momento é de água e fogo

Precisamos respirar para prosseguir

(…)

Esperança e fatalismo

Idealismo e circunstância

Louvores e sanções

Sonho e apocalipse


Pela poesia na diversidade humana

No documentário “A Janela da Alma” são trazidas à tona diversas reflexões sobre uma diferente forma de viver e interagir com o mundo, sem foco no aspecto físico da visão e sim em outras formas de ver, se comunicar e sentir o universo ao nosso redor. A visão não é somente física: é também emocional e psicológica. Cada indivíduo vê, vive e se coloca no mundo segundo crenças e princiípios próprios e isso independe de ter ou não a visão nos olhos perfeita. Quando o ser humano não tem algum dos sentidos o acaba buscando outros alicerces em sua vida de uma forma muito natural e intuitiva. E isso ocorre não porque a pessoa seja uma heroína ou superdotada, mas por uma questão de necessidade e adaptação mesmo.


Primaverno gaúcho

As estações se embaralham

Primavera e inverno emaranhados

Concorrem entre si

mantendo a ausência

de qualquer padrão

(…)

Num único dia

tudo é possível


Debate sobre documentário “A janela da Alma”

No próximo sábado (10 de setembro) estarei participando de um encontro promovido pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre (SBPdePA), onde será debatido o documentário “A Janela da Alma”. A obra, de João Jardim e Walter Carvalho, apresenta dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, desde a miopia discreta à cegueira. Elas falam como se veem, como veem os outros e como percebem o mundo.