Turismo Acessível em Pelotas/RS

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Conhecer a lugares tradicionaiss na cidade gaúcha de Pelotas, como as charqueadas e o Museu do Doce, com o acompanhamento de guias que resgatam toda a história e a cultura do local. Essa é a proposta do PRIMEIRO ENCONTRO OLHO DE SOGRA, que irá levar o público com deficiência visual para um divertido passeio cultural no município. O título “Olho de Sogra” remete ao tradicional doce que torna a cidade conhecida e também é uma brincadeira com o “olho” e a dificuldade de enxergar por parte do público-alvo do passeio. As atividades serão nos dias 29 e 30 de abril – junto ao feriado do dia 1o de maio – e chamam atenção para a importância do turismo acessível a todos os públicos.

As inscrições para participar do Encontro estão abertas e você pode se programar. A iniciativa surgiu por parte do consultor em acessibilidade em ambientes culturais Leandro Pereira, que cursa Museologia na Universidade Federal de Pelotas e, por ter deficiêncis visual, acaba sentindo na prática as dificuldades de realizar passeios turísticos. Segundo ele, todos os pontos visitados terão guias e contarão com audiodescrição do espaço. Fazem parte da equipe de recepção estudantes e profissionais de Museologia, Terapia Ocupacionale t Turismo, o que evidencia a importância de uma abordagem interdisciplinar da proposta. Se você se interessou entre em contato através do e-mail:

encontroolhodesogra@gmail.com

Ou pelo link:

www.sitiodosvox.com/olhodesogra


Pelo eco das nossas vozes

Ao longo de quatro anos e sete meses trabalho na Fundação Piratini (TVE e Rádio FM Cultura), que está em fase de extinção pelo governo do Estado do RS. Primeiro como contratada em regime emergencial e depois como concursada efetiva, posso dizer que se houve algo que guiou meu trabalho ao longo desse tempo todo foi o AMOR. Sim, AMOR!!! AMOR pelo Jornalismo (profissão que escrevo, propositalmente, de letra maiúscula), AMOR pelas causas que acredito, AMOR pela Comunicação Pública, AMOR pelas pessoas, AMOR pela Acessibilidade e pelos Direitos Humanos, AMOR ao mundo – que nos abriga e anda tão conturbado…


A flor no caminho

Uma flor no asfalto

Uma flor na brita

Uma flor desfacelada no fogo

E transformada em cinza

(…)

No caminho não há apenas

pedras e flores mortas

Há uma flor que persiste

que sobrevive no concreto

em meio à brutalidade

(…)


Pela poesia na diversidade humana

No documentário “A Janela da Alma” são trazidas à tona diversas reflexões sobre uma diferente forma de viver e interagir com o mundo, sem foco no aspecto físico da visão e sim em outras formas de ver, se comunicar e sentir o universo ao nosso redor. A visão não é somente física: é também emocional e psicológica. Cada indivíduo vê, vive e se coloca no mundo segundo crenças e princiípios próprios e isso independe de ter ou não a visão nos olhos perfeita. Quando o ser humano não tem algum dos sentidos o acaba buscando outros alicerces em sua vida de uma forma muito natural e intuitiva. E isso ocorre não porque a pessoa seja uma heroína ou superdotada, mas por uma questão de necessidade e adaptação mesmo.