Última chance para conferir o Festival de Cinema Acessível na Capital

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O encerramento do Festival será dia 19 de agosto,com o longa “O Palhaço”, dentro da programação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre.

A segunda etapa do Festival de Cinema Acessível, realizado pelo Som da Luz através da Lei Rouanet, está chegando ao fim. Quem ainda não teve a experiência de assistir a um filme com audiodescrição, legendas e língua de sinais poderá conferir o longa “O Palhaço”, no dia 19 de agosto (sexta-feira), na sala Paulo Amorim da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736) A atividade integra a programação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência. A sessão ocorre às 19h30, com entrada franca.

Essa segunda fase do Festival é marcada pela valorização das relações humanas e pela aproximação entre pessoas com e sem deficiência. O idealizador do projeto Sidnei Schames, diretor do Som da Luz, avalia que o público interessado no evento é cada vez mais amplo.

- No início pensávamos que o Festival era uma grande oportunidade para as pessoas com deficiência irem ao cinema, mas agora já demos um passo adiante e estamos em uma fase de conscientização de toda a sociedade. Está ocorrendo o que costumo chamar de inclusão “ao contrário”. Ou seja, pessoas que não tem deficiência estão se aproximando desse universo, percebendo a necessidade de uma mudança cultural e de eventos que contemplem os recursos de acessibilidade – avalia Schames.

Na abertura de cada sessão do Festival de Cinema Acessível são oferecidas vendas para quem não tem deficiência. O objetivo é que a pessoa possa se colocar no lugar de quem não enxerga, por exemplo, e perceba a importância da audiodescrição. Conforme Schames, essa ação tem sido de fundamental importância, pois ajuda a sensibilizar quem não tem deficiência.

Todos os títulos do Festival contam com audiodescrição, legendas e libras de forma simultânea. Essas tecnologias permitem o acesso de pessoas cegas, com baixa visão, surdas, com baixa audição e sem nenhuma deficiência. O Festival de Cinema Acessível é uma realização do Som da Luz, com patrocínio de Banrisul Consórcios, Badesul e IMEC Supermercado, através da Lei Rouanet.

HISTÓRICO
No ano passado o Som da Luz promoveu a primeira etapa do Festival de Cinema Acessível em Porto Alegre, com a exibição de cinco longas-metragens. Durante o primeiro semestre deste ano as obras do Festival foram exibidos nas principais cidades do interior do Estado através de uma ação de treinamento do Banrisul. Além disso, a equipe do Festival está visitando escolas públicas e privadas para levar cinema e debater questões de acessibilidade com alunos e professores. A intenção do Som da Luz é receber novos patrocinadores para a realização de mais títulos acessíveis.

- Nossa intenção é seguir captando recursos para a realização de mais filmes e projetos na área da acessibilidade. Esperamos receber o apoio de empresas e entidades interessadas em contribuir com a causa. Tinhamos mais títulos previstos para a programação do Festival, mas nem todos puderam ser realizados por falta de patrocínio – afirma Schames.

Acompanhe a programação do Festival no Facebook: www.facebook.com/Festival-de-Cinema-Acessivel

SERVIÇO

O quê: Festival de Cinema Acessível, com “O Palhaço”

Realização: O Som da Luz

Data: 19 de agosto (sexta-feira)

Local: Sala Paulo Amorim da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico – Porto Alegre)

Horário: 19h30

Entrada franca,


Além do olhar

O olho às vezes me atrapalha. A visão embaraçada muitas vezes me trai. Minha retina desvairada me leva a tropeços constantes em ruas e calçadas esburacadas. Mas a rotina de tombos e tropicões me ensina também a levantar, a re-levantar e encarar a vida de diferentes maneiras.

O que a o olhar não encontra, a sensibilidade alcança.

O que a visão não reconhece, as mãos exploram.

O que o olho tem dúvida, os dedos tem certeza.

O que a retina não processa, o corpo percebe.

O que a visão não confirma, a intuição confere.

O que a visão não vê, o coração prevê.

Mundo-mundo, que tal nos reconhecermos pela essência e não pela aparência?


Estreia da segunda etapa do Festival de Cinema Acessível é sucesso na Capital

A segunda etapa do Festival de Cinema Acessível, lançada na Capital no último dia 8 de julho, foi um sucesso. Mais de 100 pessoas prestigiaram a exibição da comédia “Se eu fosse você”, que contou com audiodescrição, legendas e libras. Essas tecnologias permitem o acesso de pessoas cegas, com baixa visão, surdas, com baixa audição e sem nenhuma deficiência de forma simultânea.
A sessão de estreia foi marcada por risadas e um clima de descontração na plateia. Vendas foram distribuídas no início da sessão. Muitas pessoas sem deficiência assistiram ao filme vendadas e puderam sentir, na prática, a importância da acessibilidade. “O Festival proporciona um ambiente que valoriza as diferenças, a inclusão e a troca de experiências. É emocionante perceber que todos se divertiram com o filme e que as pessoas aprendem muito umas com as outras”, afirma Sidnei Schames, diretor do Som da Luz e idealizador do projeto.


O pedal da inclusão já começou

Em tempos de crise econômica, corrupção, violência e tanta coisa ruim que o mundo parece às vezes querer andar para trás, gostaria de compartilhar com vocês o que posso chamar de uma “pedalada do bem”. Esse final de semana eu, meu noivo Rafael, a amiga Rita e mais algumas pessoas fizemos o que posso chamar de uma verdadeira aventura em Porto Alegre. Pedalamos cerca de 30 quilômetros pela cidade. Foi uma experiência sensacional para mim e o Rafa que não temos experiência nenhuma com ciclismo. No nosso caso foi ainda mais inusitado porque tanto eu como o Rafa temos baixa visão. Eu fui de carona no banco de trás em uma bike de dois lugares e a Rita foi minha guia. O Rafa foi em uma bike individual recebendo informações sobre o trajeto e obstáculos de quem andava em sua frente. Mesmo com baixa visão, ele consegue ter uma boa noção do espaço para andar de bike.