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Programa Papo no Balcão entrevista autores do livro Histórias de Baixa Visão

Quais são as peculiaridades de uma pessoa com baixa visão? Como ela é
vista, ou não, pela sociedade? Esse público aceita facilmente o uso da
bengala ou é resistente ao equipamento? Essas e outras perguntas são respondidas no Livro Histórias de Baixa Visão, organizado por Mariana Baierle, lançado oficialmente no último dia 18 de novembro na Feira do Livro de Porto Alegre e que começa a ganhar as
prateleiras do Brasil. E como bom curioso o jornalista e locutor Renato Barbato foi conversar com quatro escritores da obra: a Mariana Baierle, a Fernanda Scolnik, o Manoel Negraes
e o Teco Barbero.

Na entrevista eles nos contam como foi a saga da criação do livro. Como
cada um participou da publicação. O que o leitor encontrará ao adquirir um
exemplar e quais os projetos de cada um para o futuro após a edição da obra.
O programa apresenta nessa edição os quadros já consagrados pela sua
audiência: Relembrando, Pensamentos e Reflexões, Papo em Notícias e o
Balcão da Cultura. As músicas então, estão imperdíveis, escute e dê a sua opinião, escrevendo
para o Papo no Balcão.

Se você quer ouvir aquela música que marcou a sua vida, peça nos nossos meios de comunicação; escreva para:
paponobalcao@gmail.com
ou ainda, mande uma mensagem via whatsapp pelo código (11), se você estiver
fora de São Paulo, para o número:
993 97 03 27. Essas ferramentas também são o canal de comunicação, para sugestões,
comentários, críticas ou elogios, não passe vontade e bata um papo com o
Papo no Balcão.

Agora é curtir o programa!

Confira os links:
http://intervox.nce.ufrj.br/radio.dv/radio/05-12/papo_no_balcao-82.wma

http://intervox.nce.ufrj.br/radio.dv/radio/05-12/papo_no_balcao-82.rm

Produção e apresentação: Renato Barbato

Locução: Ilário Zanette e Lúcia Helena

OBRA “HISTÓRIAS DE BAIXA VISÃO” SERÁ LANÇADA EM CURITIBA E RIO DE JANEIRO

O livro é uma coletânea de dezenove autores que retratam suas perspectivas de ser e estar no mundo a partir da ótica da baixa visão.

Após sucesso no lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre, o livro “Histórias de Baixa Visão” – organizado pela jornalista Mariana Baierle – começa agora a circular pelo Brasil e será lançado nas cidades de Curitiba e Rio de Janeiro. Na capital gaúcha, a sala oeste do Santander Cultural, com capacidade para noventa pessoas, ficou lotada e muita gente ficou do lado de fora. No dia 15 de dezembro (sexta-feira), às 19h, a obra será lançada oficialmente em Curitiba, na Livraria da Vila, no shopping Pátio Batel, às 19h. No dia 20 de dezembro será a vez do Rio de Janeiro, na Livraria e Bistrô Moviola, às 18h. Nas duas ocasiões estarão presentes parte dos autores do livro para um bate-papo com o público: em Curitiba, Manoel Negraes, Mariana Baierle, Marilena Assis e Rafael Martins dos Santos e, no Rio de Janeiro, Fernanda Shcolnik e Rafael Braz.

O livro “Histórias de Baixa Visão”, uma publicação da Editora CRV, dá visibilidade às questões relativas à deficiência visual, em especial à baixa visão. A obra traz relatos biográficos e crônicas de 19 autores acerca de suas experiências com a deficiência visual.

A partir da obra é possível entender que a baixa visão é uma maneira muito própria de enxergar e de se relacionar com o mundo, o que coloca os autores – assim como uma grande parcela da população – em uma posição intermediária entre a cegueira e a visão dita “normal”. Em todo o Brasil temos 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Desse total, conforme o último Censo do IBGE, apenas 500 mil são cegas. Os outros seis milhões de indivíduos tem baixa visão, ou seja, um nível de visão inferior a 30%. A pessoa com baixa visão possui um resíduo visual bastante útil em diversas situações cotidianas, não sendo nem uma pessoa que enxerga normalmente nem uma pessoa cega.

Sobre a obra:
http://tresgotinhas.com.br/obra-historias-de-baixa-visao-sera-lancada-na-feira-do-livro-de-porto-alegre/

Para aquisição do livro:
Em Porto Alegre, a obra é comercializada na Livraria Mosaico (Rua Riachuelo, 1264 – Centro Histórico, telefone (51) 3221 5553).
É possível adquirí-la também diretamente pelo site da Editora CRV em qualquer parte do país:
https://editoracrv.com.br/produtos/detalhes/32599-historias-de-baixa-visao

Facebook:
www.facebook.com/historiasdebaixavisao

SERVIÇO:

O quê: Lançamento em Curitiba/PR e bate-papo com os autores Manoel Negraes, Mariana Baierle, Marilena Assis e Rafael Martins dos Santos

Quando: 15 de dezembro (sexta-feira)

Local: Livraria da Vila – Shopping Pátio Batel (Avenida do Batel, 1868 – Curitiba/ PR)

Horário: 19h

O quê: Lançamento no Rio de Janeiro e bate-papo com os autores Fernanda Shcolnik e Rafael Braz

Quando: 20 de dezembro (quarta-feira)

Local: Moviola – Livraria e Bistrô (Rua das Laranjeiras, 280 – lojas B e C – Laranjeiras – Rio de Janeiro/RJ)

Horário: 18h

Autores do livro: Mariana Baierle (organizadora), Adenirce Davi, André Werkhausen Boone, Ariane Kravczyk Bernardes, Fernanda Cristina Falkoski, Fernanda Shcolnik, Franciele Brandão, Gabriel Pessoa Ribeiro, Gilberto Kemer, Grazieli Dahmer, Heniane Passos Aleixo, Maicon Tadler, Manoel Negraes, Marilena Assis, Rafael Braz, Rafael Faria Giguer, Rafael Martins dos Santos, Renato D’Ávila Moura e Teco Barbero

Apoio: Associação de Cegos do RS (ACERGS), Faders – Acessibilidade e Inclusão,Porta da Toca Estúdio e Som da Luz

Facebook: Livro Histórias de Baixa Visão

Lançamento de “Histórias de Baixa Visão” extrapola lotação do auditório e é um sucesso na Feira do Livro de Porto Alegre

O lançamento do livro Histórias de Baixa Visão na Feira do Livro de Porto Alegre no dia 18 de novembro de 2017 foi um grande sucesso. A sala oeste do Santander Cultural, com capacidade para noventa pessoas, ficou pequena e muita gente ficou do lado de fora. Agradecemos o carinho e atenção de todos que estiveram conosco, tanto no bate-papo com os autores no Santander Cultural quanto na confraternização e autógrafos no Chalé da Praça XV, que ocorreu na sequência. O livro “Histórias de Baixa Visão”, organizado pela jornalista Mariana Baierle e editado pela Editora CRV, é uma coletânea que reúne relatos e crônicas de 19 autores acerca de sua relação com a deficiência visual e, em especial, com a baixa visão.

Estiveram presentes no evento 12 dos 19 autores, além dos parceiros que estão nos apoiando e realizando de forma completamente gratuita o audiolivro e a edição braile. Nosso agradecimento especial aos amigos da Porta da Toca Estúdio e do Som da Luz: Bruno Klein e Sidnei Schames, além da Elisa Henkin e do Marcio Paz, que emprestaram suas vozes e talento para a gravação do livro. Esteve conosco também o presidente da FADERS – Acessibilidade e Inclusão, Roque Bakof, que entendeu a importância deste projeto e acolheu a realização do livro em braile, viabilizando uma tiragem de 50 exemplares que estão sendo doados a bibliotecas públicas e escolas. Nosso agradecimento também a Marlene Weber, profissional da FADERS que, com empenho e dedicação, concretizou essa edição.

Estamos imensamente felizes com a repercussão e incentivo que estamos recebendo pelos espaços por onde passamos e pelos convites que recebemos para palestras, eventos e atividades relacionadas ao livro. Temos certeza que este lançamento é apenas o começo da grande trajetória dessa obra. A diversidade de autores – de diferentes faixas etárias, regiões do Estado e do Brasil, formações, histórias de vida e relação com a baixa visão – fazem do livro um marco no protagonismo das pessoas com deficiência.
Ainda este ano estão confirmados o lançamento da obra no dia 15 de dezembro em Curitiba, na Livraria da Vila, e no dia 20 de dezembro no Rio de Janeiro, na Moviola – Livraria e Bistrô. O livro está sendo vendido em qualquer parte do país, nas versões impressa ou ddigital (para ser baixado em tablets ou celulares pelo aplicativo da editora), através do link:

https://www.editoracrv.com.br/produtos/detalhes/32599-historias-de-baixa-visao

Em Porto Alegre, “Histórias de Baixa Visão” está disponível também na Livraria Mosaíco (Rua Riachuelo, 1264 – Centro Histórico), fone 51 3221 5553.

Uma obra urgente para o nosso tempo

Por: Fernanda Bastos, jornalista

Estamos passando por um período bastante difícil em nosso País. Além de as pessoas se negarem a ouvir as outras, alguns grupos políticos vão além, e querem impedir a evolução de quem quer sair da escuridão da ignorância. Se há dúvidas quanto a esse cenário, vide o caso da tentativa de criar uma campanha pública para vetar a vinda da pensadora Judith Butler ao Brasil e ainda a iniciativa do movimento Escola Sem Partido, que tentar fazer com que o Enem passe a permitir a intolerância e o incentivo a crimes, como o de racismo, nas redações.
Esses dois casos — poderia citar muitos outros — deixam claro que, para alguns, não basta fugir da busca de conhecimento e troca entre sujeitos, é necessário impedir que o outro siga em evolução.

Nessas iniciativas, fica evidente que, para determinados setores da nossa sociedade, é preciso negar o direito do outro; há um desejo implícito ou explícito de violar os direitos humanos.
E ainda vale observar o fato de que só o brasileiro vai perder com essa falsa disputa: as ideias de Butler seguirão circulando e impactando a vida de milhares de pessoas, bem como a noção de direitos humanos permanecerá como o alicerce para sociedades minimamente seguras.
Diante desse cenário trevoso, entretanto, sobressaem projetos que nos inspiram e fazem com que olhemos para a diferença ignorada no cotidiano. É o caso do livro Histórias de Baixa Visão, obra organizada pela jornalista Mariana Baierle que reúne 19 autores para falar dessa condição que atinge, ao todo, seis milhões de brasileiros.

Nos textos, os autores remexem no passado, buscando como se deu a perda do sentido, que pode ser originada por diferentes causas, e contando como passaram a conviver com a baixa visão. Muitos foram obrigados a ressignificar a própria existência, lidando com preconceitos e a dificuldade de aceitar o entre-lugar causado por ficar entre a cegueira e visão total.

Esse local muitas vezes gera incompreensão e intolerância. Relatos como o de Grazieli Dhamer e André Werkhausen Boone mostram que as dificuldades podem começam na escola, ambiente que deve ser moldado para lidar com a pluralidade, mas esbarra na falta de investimento e formação adequada. Na fase adulta, tomar a rua pode mostrar que são poucos os aliados e mutos os riscos até aliar independência e segurança. Histórias como a de Rafael Braz atestam que faltam condições e não esforço para que as pessoas com baixa visão possam ocupar empregos em qualquer setor e com todo tipo de qualificação. A superação da falta de entendimento e condições é o foco de outros relatos, mas o elemento que parece ser comum é a aceitação, processo descrito exemplarmente no emocionante relato de Rafael Martins sobre seu desejo de dirigir.

Cabe ainda à organizadora Mariana Baierle, logo no início, fazer um panorama da condição deste grupo, assinalando suas demandas e sua constituição nos campos político e legal.

Na minha leitura, o grande mérito da obra é sua constituição, pois não é sobre pessoas de baixa visão, mas com pessoas de baixa visão. Explico: o livro foi organizado e escrito por pessoas que vivem nessa condição e, portanto, do ponto de vista da narrativa, não há uma lupa voltada a esses sujeitos, mas um microfone direcionado às suas bocas, para que tenham voz e possam ser ouvidos. Isso faz da obra material de interesse para professores, estudiosos e também o cidadão comum, especialmente o do bem. Reafirmo: é uma obra sobre baixa visão com pessoas de baixa visão, mas não só voltada para elas.

Um conhecimento mínimo do mercado editorial brasileiro permite imaginar como foi árduo o trabalho para que essa obra chegasse aos leitores. O esforço conseguiu bancar a obra impressa pela editora CRV, mas o livro terá ainda volumes em braile e audiolivro, resultado de diversas parcerias. Isso permite que o texto chegue a mais pessoas e de forma acessível, grande mérito do empenho da organizadora. Histórias de baixa visão será lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 18 de novembro às 15h na Sala Oeste do Santander Cultural. É por conta da importância indiscutível dessa obra como material de vivência e também marcação política em prol dos direitos humanos que estarei lá pronta para ouvir os autores e prestigiar essa iniciativa.