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Equipe do Festival de Cinema Acessível faz palestras em escolas da Capital

A equipe do Som da Luz, que produz o Festival de Cinema Acessível, está levando palestras gratuitas a escolas públicas e privadas de Porto Alegre. O objetivo é sensibilizar estudantes, professores e diretores dos estabelecimentos de ensino sobre a temática da inclusão e o respeito às diferenças.

Os encontros acontecem mediante agendamento prévio e conforme disponibilidade de agenda dos profissionais envolvidos. A visita às escolas envolve a exibição de um dos longas-metragens da primeira fase do Festival de Cinema Acessível, seguida de bate-papo com a equipe do projeto. Todas as produções do Festival contam com audiodescrição, legendas e língua de sinais. Durante a atividade a equipe do Festival irá debater o processo de realização de um filme acessível, a importância da iniciativa para o público com alguma deficiência e as possibilidades de utilização dos recursos de acessibilidade dentro do ambiente escolar.

Escolas interessadas devem enviar e-mail para osomdaluz@gmail.com ou ligar para 51 3086 0527, indicando possíveis datas e turnos para realização da atividade.

SOBRE O FESTIVAL DE CINEMA ACESSÍVEL:
O Festival de Cinema Acessível é uma realização do Som da Luz através da Lei Rouanet. O evento teve sua primeira etapa em 2015, com a exibição de cinco clássicos do cinema brasileiro. A iniciativa torna as produções totalmente acessíveis a pessoas cegas, com baixa visão, deficiência auditiva, surdas e sem nenhuma deficiência. Em 2016 acontece a segunda etapa do Festival a partir da metade do ano, quando serão exibidos novos títulos. Já estão em fase de finalização as obras O Palhaço, Tropa de Elite 2 e Se eu fosse você. A segunda etapa do Festival conta com patrocínio de Banrisul Consórcios, Badesul e IMEC Supermercado. O Som da Luz segue captando recursos através da Lei Rouanet para a disponibilização de outras obras em formato acessível. As exibições ocorrem em Porto Alegre, na Casa de Cultura Mario Quintana a partir de julho. A programação completa será informada à imprensa assim que as datas forem confirmadas.

Espetáculo Verde (In)tenso terá audiodescrição e libras

Verde (In)tenso retrata a gênese do gaúcho. A obra criada pelo GEDA mostra o pampa, o campo e a planície do Estado através da dança contemporânea, repassando a origem e caminhada do povo gaúcho. O espetáculo apresenta movimentos tensos com expressões que ajudaram a construir a identidade marcante do povo do Rio Grande do Sul. Lutas, crenças, rezas e ritmos se misturam neste espetáculo encenado pelos bailarinos Andrew Tassinari, Consuelo Vallandro, Fabiane Severo, Graziela Silveira, Miguel Sisto e Sahaj.

O espetáculo é ganhador do prêmio Klauss Vianna – FUNARTE e patrocío de TRACTEBEL Energia. A obra é resultado de pesquisa histórica, social e política, característica reconhecida da companhia em suas construções coreográficas e teve colaboração coreográfica de todo o elenco.
ENTRADA FRANCA. Retirada de senhas uma hora antes do espetáculo.

Reservas para o equipamento de audiodescrição pelo email: audiodescricaoaovivo@gmail.com ou fone: (51)9969-0405

GEDA CIA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA
Elenco: Andrew Tassinari, Consuelo Vallandro, Fabiane Severo,

Graziela Silveira, Miguel Sisto e Sahaj

Coreografia e Direção: Maria Waleska Van Helden

Assessoria Dramatúrgica: Camila Bauer

Trilha: James Correa

Cenógrafo: Élcio Rossini

Figurino: Daniel Lion

Fotografia: Sabrina Canton Van Helden

Assessoria de imprensa: Pauta Conexão e Conteúdo

Produção: KAPSULA Produções e Lúcida Desenvolvimento Cultural

Iluminação e sonorização: Maurício Rosa

Ensaiadora: Fabiane Severo

AUDIODESCRIÇÃO:

Roteiro: Livia Motta

Consultoria: Mariana Baierle

Narração: Luciane Romanovski

Receptivo: Liliane Birnfeld

Produção: Marcia Caspary

LIBRAS:

Tradução e Interpretação: Angela Russo

SERVIÇO:

Local: Teatro Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre)

Datas: 20/04 (quarta-feira), às 20h, com audiodescrição;
Dia 21/04 (quinta-feira), às 20h, com LIBRAS.

Entrada franca, com retirada de senha no local uma hora antes do espetáculo.

Estão definidos os títulos da segunda etapa do Festival de Cinema Acessível

O Festival de Cinema Acessível, que movimentou a cena cultural do Estado no ano passado, terá nova etapa a partir do segundo semestre em Porto Alegre. Os novos títulos confirmados já estão em fase de finalização. São eles: Tropa de Elite 2, O Palhaço e Se eu fosse você. A iniciativa é uma realização do Som da Luz, com patrocínio de Banrisul Consórcios, Badesul e IMEC Supermercado, através da Lei Rouanet.

O Festival é o primeiro do país a exibir clássicos do cinema brasileiro com audiodescrição, legendas e língua brasileira de sinais de forma simultânea. Os filmes são exibidos com os três recursos de forma simultânea, permitindo que pessoas cegas, com baixa visão, deficiência auditiva, surdas e até sem nenhuma deficiência assistam às obras na mesma sessão de cinema – que permite a troca de experiências através de um ambiente que valoriza as diferenças.

Conforme o idealizador do Festival e sócio do Som da Luz Sidnei Schames, o sucesso da primeira etapa do evento evidenciou que o expectador está ávido por produções cinematográficas e atividades culturais com acessibilidade. “Existe uma carência de eventos acessíveis no país. Através do Festival estamos tornando o cinema uma arte de acesso universal, tanto por atentarmos para a acessibilidade quanto por realizarmos exibições sempre gratuitas”, afirma Schames. Outra novidade nesta segunda etapa é que os filmes vão contar com a janela de libras e as legendas em tamanho maior, ocupando melhor as dimensões da tela de cinema.

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Matéria do Jornal do Comércio de 19 de outubro

Campanha busca recursos para manter autonomia e inclusão de deficientes visuais

Por Thaís Seganfredo/Jornal do Comércio

O ambiente organizado e acolhedor da Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs), no Centro de Porto Alegre, normalmente está lotado de pessoas. Isso porque são muitas as atividades promovidas, desde aulas de braile, orientação e mobilidade até oficinas culturais, para mais de 800 associados. Além das atividades fixas, a Acergs atende cerca de 3 mil deficientes visuais por mês, emitindo a carteira de isenção para passagem de ônibus e encaminhando para vagas no mercado de trabalho.

A instituição, uma das mais atuantes no terceiro setor gaúcho desde sua fundação, em 1967, precisa de ajuda para manter a gestão e lançou uma campanha de arrecadação. O valor vai ser destinado, por exemplo, a encargos com pequenas reformas, manutenção e limpeza, serviços para os quais está faltando verba. Um dos objetivos é reativar a oficina de vida diária – uma das realizações mais importantes para os integrantes -, que está parada por falta de recursos. “A oficina existe para ensinar as pessoas a realizarem suas atividades domésticas, lavar as roupas, organizar a casa e outras tarefas do cotidiano”, explica Gilberto Kemer, presidente da Acergs.

A reabilitação é fundamental para a busca da autonomia e também da inclusão social das pessoas com deficiência. Para Rafael Martins, que é tesoureiro da Acergs e tem baixa visão, “se a pessoa não tem a sua independência e não sabe lidar com os cuidados dela sozinha, não consegue ter o encaminhamento na vida profissional.” A inclusão no mercado de trabalho é uma das bandeiras da instituição, que promove oficinas de informática, dá aulas de braile e realiza visitas de conscientização e consultoria nas empresas, informando sobre equipamentos necessários à adaptação, por exemplo. Apesar da Lei de Cotas, que determina às empresas a contratação de pessoas com deficiência, Kemer afirma que ainda há pouco valorização no mercado. “Quando as empresas contratam, é para cargos com funções mais simples e baixa remuneração”, lamenta.

A principal fonte financeira da Acergs é o setor de degravações. O serviço de transcrição de áudios de audiências judiciais, terceirizado pela Justiça Federal, emprega cerca de cinco pessoas com deficiência visual na associação. Já o setor de produção em braile é voltado a pessoas e empreendimentos que queiram fazer cardápios, cartões de visita, placas de porta e publicações diversas com o sistema de leitura. Kemer avalia que o serviço, entretanto, poderia ter muito mais demanda das empresas do que tem atualmente. “Muitas vezes, as empresas querem o serviço, mas não sabem quem realiza.”

A Acergs também atua promovendo oficinas de dança, poesia e capoeira e modalidades esportivas para os associados, como goalball, futebol de 5 e judô. Atleta de vela paralímpica, Martins conta que o esporte foi um meio de integração e uma fonte de autoestima quando estava perdendo a visão. “Nas nossas equipes, temos pessoas em busca de saúde, pessoas à procura de um ambiente de amizade e pessoas que querem ser atletas de alto rendimento”, diz. O tesoureiro é um desses atletas de ponta e já foi campeão brasileiro de judô paralímpico. Celeiro de revelações, a Acergs lançou nomes como a judoca Luíza Oliano, medalha de bronze nos Jogos Parapanamericanos deste ano.

Mais informações sobre como ajudar podem ser enviadas para o e-mail
acergs@acergs.org.br, ou pelo telefone (51) 3225-3816.

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